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Plaza del Obradoiro [Archivo Turgalicia]

O Caminho de Santiago foi declarado Primeiro Itinerário Cultural Europeu pelo Conselho da Europa em 1987 e Património da Humanidade pela UNESCO em 1993; posteriormente, em 2004 recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias à Concórdia, o que o torna uma referência a nível europeu. O Caminho de Santiago é, além disso, um itinerário histórico de dimensões europeias que se estende por quase todo o continente, juntando as suas rotas à medida que estas se aproximam de Santiago de Compostela. As regiões europeias representadas neste projecto constituem um exemplo claro de como o Caminho de Santiago constitui uma rota de peregrinação que actua como eixo de união entre as nações e povos europeus e, especialmente, entre aqueles que constituem a região atlântica.

O objectivo geral do projecto ULTREIA é promover o turismo cultural, religioso e patrimonial sustentável relacionado com as rotas marítimas e de interior em direcção a Santiago de Compostela através de dois eixos fundamentais: colocar em marcha as Agendas 21 turísticas e a criação de uma rede de regiões atlânticas que desenvolvam produtos turísticos tendo como base uma identidade cultural atlântica comum relacionada com as peregrinações marítimas e de interior dirigidas a Santiago de Compostela. Pretende-se desenvolver um turismo sustentável contando com a participação das comunidades dos territórios-sócios assim como dos agentes sociais, turísticos, económicos e com as respectivas autoridades locais de forma a responder às necessidades específicas de cada território. Este objectivo poderá ser alcançado através da implementação de Agendas 21 turísticas de carácter local e da criação de uma rede de trabalho transnacional à volta das rotas de peregrinação que dinamizem o desenvolvimento turístico das áreas através das quais passam essas rotas como forma de desenvolvimento local.

Para a consecução deste objectivo em todos os territórios sócios do projecto, planeou-se o desenvolvimento de uma série de produtos comuns e de carácter transnacional. Deste modo aproveitam-se as sinergias existentes entre os sócios para a difusão e promoção turística conjunta.
Através da valorização e difusão turística pretende-se criar as melhores condições para o fortalecimento do tecido económico regional, a criação de emprego, o estímulo do potencial endógeno e dos factores de competitividade no contexto transnacional em que se insere o projecto ULTREIA e em que ao mesmo tempo se conservem e valorizem os recursos culturais e turísticos e a sua identidade específica. Neste sentido, o processo de elaboração da Agenda 21 nos territórios-sócios do projecto servirá como factor estruturante e de coesão entre os sócios, tanto no plano institucional como social, ao constituir-se como fórum transnacional de reflexão e de construção de consensos estratégicos para a articulação de um modelo sustentável no marco atlântico, vinculado ao Caminho de Santiago. Este processo assenta no estabelecimento de espaços de diálogo local no plano político, técnico e da cidadania e na construção de dinâmicas específicas de cooperação.

Estas actuações apoiam-se no aumento da massa crítica territorial e a criação de sinergias mediante a cooperação transnacional, focalizada no âmbito de uma gestão sustentável dos recursos turísticos, no marco cultural atlântico comum. O projecto responde à necessidade de apoiar a necessária diversificação da economia aproveitando os recursos culturais para oferecer um produto turístico singular. Nesse sentido procura-se uma maior visibilidade exterior da área de actuação, criar sinergias quanto à capacidade de captar visitantes, criar infra-estruturas que valorizem o património, propor novos produtos turísticos e, em definitivo, procura fazer do território abrangido uma boa base competitiva para as empresas do sector turístico.

A criação de uma rede transnacional – marco atlântico cultural (onde os sócios possam tocar experiências, abrir oportunidades de negócio em conjunto e efectuar intercâmbios com outras entidades) é uma actividade em si mesma e que traz um importante grau de inovação ao projecto, não apenas no que se refere ao uso das TIC mas também como experiência inovadora de criação e gestão conjunta de infra-estruturas e metodologias de gestão transnacional, que servirão para juntar esforços nas regiões implicadas no projecto.

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